Alina Cabrera Domínguez, do portal Radio Rebelde
O impacto do bloqueio teve voz e rosto na comemoração do 66º aniversário da Federação das Mulheres Cubanas, realizada em Pinar del Río, província de referência no trabalho da organização feminina.
Durante o evento, foi ouvido o depoimento de Yuniesky Camallea, mãe de uma criança que enfrenta diariamente a dor das constantes limitações no acesso aos medicamentos necessários para o tratamento do filho, porque uma empresa farmacêutica se recusa a vender um remédio para Cuba por medo de represálias.
Em consonância com os princípios de defesa da Revolução defendidos pela FMC desde a sua fundação, este aniversário serviu como uma denúncia de uma política sufocante que se manifesta em todos os setores e impede o desenvolvimento da produção de tabaco na maior região produtora de tabaco de Cuba. É por isso que membros da Federação, como a agricultora María Elena Cabrera, transformam a necessidade em virtude e a escassez em uma razão para se reinventarem a cada dia e cumprirem seus compromissos com a principal exportação agrícola de Cuba.
Em seu discurso no evento, Teresa Amarelle Boué, membro do Bureau Político e Secretária-Geral da organização, afirmou que Cuba enfrenta uma política cruel e desumana que impacta o cotidiano das famílias e impede o progresso na construção de uma sociedade mais justa, com as mulheres como protagonistas. Ela evocou o exemplo de Vilma e Fidel, que sempre apelaram à organização para transformar as adversidades em vitórias, daí os desafios atuais da FMC.
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